“O ser humano como auditório errante”. Rui Lança
Tendo com base o texto Visual
and Acoustic Space de Marshall Mcluhan irei neste ensaio, refletir sobre o conceito de media como extensão do homem.
Neste contexto recorro à definição de Mcluhan que
descreve o media como um aparato
passível de alargar as capacidades humanas, no
sentido de fornecer uma “prótese” capaz de amplificar as capacidades inatas do
ser humano.
O aparato tecnológico que estará em particular enfoque neste
texto é o dispositivo móvel de reprodução musical,
vulgarmente chamado “Mp3”.
É igualmente importante neste contexto, abordar uma outra consequência que decorre da evolução
tecnológica e da utilização massificada do aparato técnico.
As consequências tanto sociais como pessoais geradas pelos
novos “extensores” inseridos no quotidiano social.
Marshall Mcluhan na década de sessenta do século vinte, argumentava que desde a cultura grega, a cultura visual do ocidente
se encontrava num patamar de domínio através da perceção e da imaginação.
Para Mcluhan desde a invenção do alfabeto que a perceção
humana se encontra dominada por um mundo linear, no qual tudo tem um princípio, meio e fim. Esta linearidade é uma consequência no
alfabeto fonético que comprime o discurso humano num sistema simbólico de 26
carateres, resultando numa visão do mundo dominada por uma lógica linear, acompanhada por uma abstração simbólica do sentido.
Contrastando com este modelo discursivo baseado numa lógica
sequencial de linhas, planos e perspetiva, encontra-se o modelo de espaço
acústico, um espaço circundante assente num sistema de 360 graus, um modelo
giroscópico mais refletivo reverberante e simultâneo. Este modelo assente no
espaço acústico foi o modelo dominante durante a cultura da oralidade, a
cultura do mito, onde o tempo se expunha de
forma circular.
Marshall Mcluhan e Edmund Carpenter foram os precursores do
termo “espaço acústico” na revista Explorations,
publicada entre os anos 1953 e 1959. Relativamente a esta nova noção Mcluhan escreve.
Until writing was invented, we lived in acoustic space, where the Eskimo now lives: boundless, directionless, horizonless, the dark of the mind, the world of emotion, primordial intuition, terror. Speech is a social chart of this dark bog. Speech structures the abyss of mental and acoustic space, shrouding the voice; it is a cosmic, invisible architecture of the human dark. Speak that I may see you.Writing turned the spotlight on the high, dim Sierras of speech; writing was the visualization of acoustic space. It lit up the dark[1].
Na mesma publicação Mcluhan descreve-nos o seu conceito de
auditório que nos transporta para um espaço acústico dominante na cultura
antiga, a cultura da pré literatura, potenciador de um mundo menos pictórico,
em constante fluxo multidirecional e sem fronteiras.
Auditory space has no favoured focus. It’s a sphere without fixed boundaries, space made by the thing itself, not space containing the thing. It is not pictorial space, boxed-in, but dynamic, always in flux, creating its own dimensions moment by moment. It has no fixed boundaries; it is indifferent to background. The eye focuses, pinpoints, abstracts, locating each object in physical space, against a background; the ear, however, favours sound from any direction... I know of no example of an Eskimo describing space primarily in visual terms[2].
Pelo exposto, podemos assumir que o meio ambiente sensorial
em que nos encontramos inseridos é um fator determinante para a afetação das
relações e comportamento sociais.
A alteração da paisagem sonora, pode assim ser fundamental tanto para uma
mudança comportamental, como para uma mudança da relação sensorial com o mundo
que nos rodeia.
Tendo como base esta afirmação é em meu entendimento
pertinente, o questionamento proposto no início
deste texto que propõe uma nova condição sensorial,
associada ao conceito de ser humano como auditório errante.
Esta atual condição, como irei desenvolver adiante, é
catalisada pela evolução tecnológica, particularizada e definida neste contexto
como a digitalização do som e sua audição, em
dispositivos móveis portáteis.
Mcluhan antevia que o século vinte iria testemunhar uma
rápida transformação no paradigma reacional em sociedade, esta mudança teve
como principal motivador o acelerado e por vezes impetuoso avanço tecnológico.
A introdução dos termos, “aldeia global” “ e “extensões do homem”, encontram total enquadramento para o
desenvolvimento do conceito inicialmente introduzido neste texto de “homem como
auditório volante”.
Relativamente ao primeiro, “aldeia global”, Mcluhan atribui
ao circuito elétrico a particular importância de promover a desarticulação, até ali existente entre espaço e tempo. A noção de
vizinhança iria sofrer um desligamento da sua pequena escala regional, passando
a fazer parte de uma rede gigantesca, alicerçada
nos novos sistemas de comunicação. A informação agora transformada em dados, estaria disponível em qualquer parte do mundo em
tempo real, alterando os hábitos, as relações sociais e modo de ver e sentir.
Agora a estrela era tão grande e a terra tão pequena.
Relativamente à noção de “extensão”, recordemos a ideia de Mcluhan no sentido de
estabelecer uma relação de alargamento em relação às faculdades e
potencialidades humanas.
Para Mcluhan o meio de comunicação era considerado como uma
prótese técnica potenciadora dos sentidos, sendo que os aparatos tecnológicos
são elementos que interagem ativamente com o ser humano, conferindo-lhe novas
capacidades sensoriais.
A teoria de Mcluhan está por demais comprovada na nossa
contemporaneidade, o ser humano tende a evoluir para uma categoria que para
alguns autores se enquadra num estado pós humano, no sentido em que a
constituição dos agregamentos ao nosso corpo, chega a atingir os sessenta por cento de
componentes elétricos ou bioelétricos, como podemos comprovar pela composição
da cidade, do lar, do automóvel, do computador portátil e do nosso próprio
leito.
É importante também,
introduzir nesta contextualização, a noção de gadget tecnológico, por via da analogia estabelecida pelo autor entre a
extensão de nós mesmos e a sua adoção adorada ao mecanismo.
No livro Compreender
os Meios de Comunicação – Extensões do homem, capítulo IV, O Amante de Mecanismos – Narciso como
Narcose[3] o autor estabelece uma relação dos
“objetos-extensões-de-nós-mesmos” com o sentimento de posse, num registo de adoração e subordinação.
Essa relação que nos dias de hoje podemos associar a valores
estéticos e a valores relacionados com uma moda universal instituída pela
“vontade global”, confere ao objeto tecnológico um atributo que ultrapassa a
sua característica funcional.
A evolução tecnológica promoveu à
natureza humana, uma rápida absorção de valores
intrínsecos à linguagem dos sistemas de informação.
Os chamados novos media[4], absorvem a
ideia de “diminuição”, tanto na sua forma como
no seu conteúdo, os avanços tecnológicos proporcionaram
uma rapidez nos processos e “miniturialização” dos equipamentos, a enfatização da
digitalização como representação numérica potencia a massificação dos aparatos
reprodutores agora estendidos como objeto de culto à escala mundial.
Recorrendo às definições de “New Media” empregues por Lev
Manovich no seu livro The Language of New
Media (2001) sendo estas, a representação numérica, a modularidade, a automação, a
variabilidade e a transcodificação, podemos estabelecer um paralelismo com o
conceito proposto “O
ser humano como auditório errante”, no sentido de enquadrar o aparato
tecnológico aqui questionado, o reprodutor de sonoro portátil “MP3”, como um
dispositivo enquadrado na categoria acima descrita, pela sua característica de
portabilidade e de reprodução sonora conferindo ao aparato tecnológico, a característica de novo media.
O termo “MP3”[5],
na sua génese denomina uma tipologia de compressão áudio, no entanto nos nossos
dias, o seu significado aponta para uma
designação globalizada referente a um aparelho tecnológico.
O conceito de Mcluhan “ o meio é a mensagem” encontra aqui
uma relação mesmo que inversa, no sentido em que não é o meio que “enforma” o
conteúdo mas o seu oposto.
Nos finais dos anos setenta do século vinte, começa a ser comercializado o aparato que se
transformaria num dos media mais
contributivos para o conceito de Mcluhan acerca dos aparatos extensores do sensorium humano, neste particular, numa
extensão da audição humana.
O Walkman foi colocado à venda no Japão em 1 de julho de
1979, desde aí milhões de seres humanos transportam consigo a reprodução do
som, transformando a audição de obras musicais num evento com características
pessoais, individualizado e com a extraordinária particularidade deste permitir
uma total mobilidade.
A evolução tecnológica conferiu-lhe outra singularidade
relevante, a da reprodutibilidade. A digitalização e consequente facilidade de
partilha, veio contribuir para uma espontânea
“clonagem” dos conteúdos, adicionando ao meio, uma característica massificadora.
A massificação do conteúdo musical é por outro lado, uma característica consequente da aldeia global,
conceito também formulado por Mcluhan.
Estar permanentemente conectado a redes de extensas bases de
dados musicais permite per si catalisar a troca planetária de informação, neste
caso a informação digital em que o som e a música por esta via se
transformaram.
Por outro lado, esta
especificidade global é potenciada pela sua característica de “gadget universal”.
A massificação do ipod[6] que Mcluhan
em O Amante de Mecanismos atribui a
característica de “ídolo” é desejada por milhões de seres humanos, promovendo uma robotização global alicerçada no
multi-serviço, no hábito e no gosto generalizado.
De igual modo, importa referir que esta noção idolatrada do objeto, foi acompanhada por um mecanismo mercantilista que
atua em paralelo ao fenómeno musical e social no sentido de o servir com
mercadoria paralela, são exemplos disso os apetrechos de moda de Karl Lagerfeld
adaptados ao iPod, o capacete iPod, a mala Louis Vuitton adaptada em
função do media, e a inúmera panóplia
de periféricos que lhe prestam vassalagem[7].
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iPod-helmet de Karl Lagerfeld para Atelier
Ruby.
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Louis Vuitton iPod
case
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Art History The basics. Increasingly, designers are asked to contribute to the overall strategy for promotion of a product. This element of ‘convergence’ is typically represented by the work of the designer Jonathan Ives for Apple computers. Convergent design brings together practitioners and processes that traditionally were thought of as separate categories and activities, including product design, advertising and marketing (…)
The launch of Apple’s iPod is the single most successful example of convergent design – the integration of object, copy and advertising image. In the 21st century this and the merging of advertising and design is the model for practice in the majority of the creative industries. The word ‘convergent’ is also widely used to describe changes in the communications industry in which separate services – fax, email, telephone, video, etc. – are now supplied in a single machine, p: 52
O conceito de “ser
humano como auditório errante”, que dá título a este ensaio está assim
presente no nosso dia-a-dia, consubstanciando uma total e instantânea
transformação cultural de valores e de atitudes, acompanhando a mudança de
habitat inerente a cada tecnologia.
A audição musical não se confinou aos seus comuns e por
vezes ancestrais lugares, o auditório globaliza-se e alcança mobilidade,
readquire uma outra identidade coexistindo com um qualquer lugar.
A cultura do MP3,
sendo esta a evolução do aparato móvel em fita comercializado em finais do
século passado, faz por isso já parte da caracterização humana e da paisagem urbana.
Este facto permite-nos iniciar uma reflexão com base na
ideia de modelos discursivos da paisagem urbana.
Nas primeiras linhas deste ensaio foram identificados dois
modelos distintos: um referente à antiga cultura
da oralidade, um modelo de espaço acústico
circundante, assente num sistema de 360 graus, um modelo giroscópico mais
refletivo reverberante e simultâneo, coerente com a cultura do mito onde o
tempo se expunha de forma circular e o atual modelo discursivo, baseado numa lógica sequencial de linhas, planos e
perspetiva, o modelo que assiste a lógica urbana da modernidade.
Numa análise precipitada poderíamos ser tentados a concluir
que o ser humano por mim definido como “auditório errante”, tende com o tempo a
enquadrar-se num “pós-modelo de espaço acústico”[9],
no sentido em que a “alienação” e “distração” provocada pelo distanciamento
sensorial que o aparato de audição (iPod-Mp3) provoca, nos impele a revisitar
um passado carente de georreferenciação.
No entanto é também correto admitir que os estímulos visuais
emanados pela informação e apelo dos “écrans da contemporaneidade”, se encontram saturados pela sua larga exposição
mediática.
Não será este facto suficiente para questionarmos a sua
eficácia? Não estará o atual modelo discursivo da lógica moderna “desfocado”
por via de uma incompreensão do plano e da linha, tendendo o ser humano a
ausentar-se dessa noção de perspetiva, por falta
de pontos de referência?
Esta noção de condição contemporânea é admitida por Zlatan
Krajina no seu texto Exploring Urban
Screens.
Krajina admite uma re-invenção do espaço urbano por via dos
vários atores mediáticos que a compõem.
There is a tautological tendency in the widespread claims that urban space is ‘me-diated’. Never before has the citizen, it is argued, been confronted with such an unprecedented array of signage. I depart from the rhetoric of ‘biggest-ever-saturation’ as not necessarily untrue, but as insufficient in exploring the diverse spatial operations of urban screens. I examine some contemporary cases of ani-mated architectural surfaces, informational panels, and advertising billboards, with reference to much longer standing cultural practices of spatial management in modern cities, such as illumination, to suggest that the contemporary display media do not mediate the city anew but re-invent urban space as a field of ubiqui-tous mediation… At the same time, the agreement about the fact that media messages are now everywhere is also where discussions related (even remotely) to urban screens terminate. It is time to turn the mere recognition of urban screens into a point of departure, rather than arrival, and to move forward by addressing possible pathways towards exploring particular communicational modes of urban screens[10].
Luís Cláudio Ribeiro reforça esta ideia em O Som Moderno, Novas Formas de Criação e
escuta, com o seguinte texto[11].
O território sonoro que constituímos e vamos estabelecendo ao longo da vida e do dia, torna-se pela imersão uma coisa nossa, íntima: coisa natural. O desvio do nosso percurso para novos territórios faz de nós seres em constituição, p:12
O que o digital obrigou a repensar foram meios e as suas configurações. Se atendermos apenas à comparação entre o telemóvel e o telefone fixo, deparamos com a reconfiguração do espaço privado e, por contaminação do público. (…) O espaço acústico público é agora invadido pelo privado. Esta privatização do espaço que torna público o que era do domínio do privado (e por vezes intimo) faz do espaço de comunicação um lugar híbrido, ora em retrocesso, ora em expansão. O que está em causa é uma nova definição do meio, pp:24-25
É minha convicção que estamos perante um modelo discursivo
de paisagem urbana, transitório, onde se convergem variados estímulos.
Por um lado a sugestão desenfreada das mensagens oriundas da
paisagem visual mediática, por outro, uma enorme tendência ao recurso de uma
“paisagem acústica” por via da multiplicação de dispositivos de audição móvel.
Esta convergência aparentemente incompatível propõe-me
admitir um atual modelo paisagístico transitório e liquefeito, um modelo
emergente que adquire contornos ainda indefinidos e em permanente evolução.
Conclusões
Os dispositivos de audição portátil (Ipod-Mp3) enquadram-se no modelo de “objetos-extensões-de-nós-mesmos”
proposto por Marshall Mcluhan, adicionando ao ser humano uma
prótese técnica. Com base nessa afirmação, neste texto atribuo ao ser humano
uma nova condição, a de “ser humano como auditório errante”,
Estes aparatos tecnológicos como demonstrado são elementos
que interagem ativamente com o ser humano conferindo-lhe novas capacidades
sensoriais. Este facto promove uma alteração dos hábitos nas relações sociais e
no modo de ver e sentir, neste contexto hábitos referentes a uma possível
alienação ou distração relativamente ao código da visualidade urbana
instituída, facto em minha opinião potenciador de uma desarticulação sensorial.
Esta desarticulação sensorial é promovida pela conjugação de
dois fatores distintos. Por um lado a distração provocada pela paisagem urbana
saturada de mensagens oriundas de dispositivos mediáticos onde é preponderante a dinâmica visual dos écrans urbanos,
por outro o recolhimento imersivo fomentado pelo dispositivo de audição
móvel.
Proponho concluir que estamos perante um modelo discursivo
de paisagem urbana transitório de consequências ainda desconhecidas, onde
desaguam múltiplos estímulos.
Por um lado a massificação da mensagem visual e por outro
uma tendência ao recurso de uma “individualização coletiva” que recorda
elementos constituintes de uma “paisagem acústica” por via da multiplicação de
dispositivos de audição móvel.
Esta convergência aparentemente incompatível propõe-me
admitir um modelo paisagístico transitório e desterritorializado que carece de
uma definição de contornos encontrando-se ainda em embrionária evolução.
CARPENTER, Edmund (1973), Eskimo Realities, New York, Holt, Rinehart and Winston.
KRAJINA, Zlatan, Culture Unbound: Journal of
Current Cultural Research.Thematic Section: City of Signs/Signs of the
City (2009). Extraído
do Volume 1, Suécia. Linköping
University Electronic Press
MCLUHAN,
Marshall (1960), “Five Sovereign Fingers
Taxed the Breath,” Carpenter, Edmund and McLuhan, Marshall (eds.) (1960), Explorations in Communication: An Anthology,
Boston, Beacon Press.
MCLUHAN, Marshall (1964), Compreender os Meios de Comunicação, Extensões do homem. Lisboa, Relógio D´Água.
POOKE, Grant, NEWALL, Diana (2008
), Art History The basics. New York, Routlege.
RIBEIRO,
Luis (2011), O Som Moderno - Novas formas
de criação e escuta. Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.
[1] CARPENTER, Edmund (1973), Eskimo Realities, New York, Holt, Rinehart and Winston pp.
35-37.
[2] MCLUHAN, Marshall
(1960), “Five Sovereign Fingers Taxed the
Breath,” Carpenter, Edmund and McLuhan, Marshall
(eds.) (1960), Explorations
in Communication : An Anthology, Boston,
Beacon Press, p. 207.
[3]
MCLUHAN, Marshall (1964), Compreender os
Meios de Comunicação, Extensões do
homem. Lisboa, Relógio D´Água, pp. 59-60
[4]
Pessoalmente encontro na designação, media
pós-digital um significado mais adequado.
[5]
MP3, MP3 é uma abreviação de MPEG 1 Layer-3. Trata-se de um padrão de arquivos
digitais de áudio estabelecido em 1988 pelo Moving Picture Experts Group
(MPEG). MP3 responde apenas pela terceira camada de compressão de áudio do
MPEG-1.
[6]
“Ipod” não
obstante ser uma marca específica e com características próprias, neste
contexto representa o aparato tecnológico de reprodução sonora portátil, também
vulgarmente chamado de “Mp3”.
[7]
Imagens retiradas de http://www.highsnobiety.com/tag/ipod/,
acedido em 01-07-2012
[9] “pós-modelo
de espaço acústico”, um conceito pessoal.
[10] KRAJINA, Zlatan: ”Exploring Urban Screens”, Culture Unbound,
Volume 1, 2009: 401–430. Hosted by Linköping University Electronic Press: http://www.cultureunbound.ep.liu.se
[11] RIBEIRO, Luis (2011), O Som Moderno - Novas formas de criação e escuta. Lisboa, Edições
Universitárias Lusófonas.

