quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O ser humano como auditório errante



“O ser humano como auditório errante”. Rui Lança
Tendo com base o texto Visual and Acoustic Space de Marshall Mcluhan irei neste ensaio, refletir sobre o conceito de media como extensão do homem.
Neste contexto recorro à definição de Mcluhan que descreve o media como um aparato passível de alargar as capacidades humanas, no sentido de fornecer uma “prótese” capaz de amplificar as capacidades inatas do ser humano.
O aparato tecnológico que estará em particular enfoque neste texto é o dispositivo móvel de reprodução musical, vulgarmente chamado “Mp3”.
É igualmente importante neste contexto, abordar uma outra consequência que decorre da evolução tecnológica e da utilização massificada do aparato técnico.
As consequências tanto sociais como pessoais geradas pelos novos “extensores” inseridos no quotidiano social.

Marshall Mcluhan na década de sessenta do século vinte, argumentava que desde a cultura grega, a cultura visual do ocidente se encontrava num patamar de domínio através da perceção e da imaginação.
Para Mcluhan desde a invenção do alfabeto que a perceção humana se encontra dominada por um mundo linear, no qual tudo tem um princípio, meio e fim. Esta linearidade é uma consequência no alfabeto fonético que comprime o discurso humano num sistema simbólico de 26 carateres, resultando numa visão do mundo dominada por uma lógica linear, acompanhada por uma abstração simbólica do sentido.
Contrastando com este modelo discursivo baseado numa lógica sequencial de linhas, planos e perspetiva, encontra-se o modelo de espaço acústico, um espaço circundante assente num sistema de 360 graus, um modelo giroscópico mais refletivo reverberante e simultâneo. Este modelo assente no espaço acústico foi o modelo dominante durante a cultura da oralidade, a cultura do mito, onde o tempo se expunha de forma circular.
Marshall Mcluhan e Edmund Carpenter foram os precursores do termo “espaço acústico” na revista Explorations, publicada entre os anos 1953 e 1959. Relativamente a esta nova noção Mcluhan escreve.

Until writing was invented, we lived in acoustic space, where the Eskimo now lives: boundless, directionless, horizonless, the dark of the mind, the world of emotion, primordial intuition, terror. Speech is a social chart of this dark bog. Speech structures the abyss of mental and acoustic space, shrouding the voice; it is a cosmic, invisible architecture of the human dark. Speak that I may see you.Writing turned the spotlight on the high, dim Sierras of speech; writing was the visualization of acoustic space. It lit up the dark[1].

Na mesma publicação Mcluhan descreve-nos o seu conceito de auditório que nos transporta para um espaço acústico dominante na cultura antiga, a cultura da pré literatura, potenciador de um mundo menos pictórico, em constante fluxo multidirecional e sem fronteiras.

Auditory space has no favoured focus. It’s a sphere without fixed boundaries, space made by the thing itself, not space containing the thing. It is not pictorial space, boxed-in, but dynamic, always in flux, creating its own dimensions moment by moment. It has no fixed boundaries; it is indifferent to background. The eye focuses, pinpoints, abstracts, locating each object in physical space, against a background; the ear, however, favours sound from any direction... I know of no example of an Eskimo describing space primarily in visual terms[2].

Pelo exposto, podemos assumir que o meio ambiente sensorial em que nos encontramos inseridos é um fator determinante para a afetação das relações e comportamento sociais.
A alteração da paisagem sonora, pode assim ser fundamental tanto para uma mudança comportamental, como para uma mudança da relação sensorial com o mundo que nos rodeia.
Tendo como base esta afirmação é em meu entendimento pertinente, o questionamento proposto no início deste texto que propõe uma nova condição sensorial, associada ao conceito de ser humano como auditório errante.
Esta atual condição, como irei desenvolver adiante, é catalisada pela evolução tecnológica, particularizada e definida neste contexto como a digitalização do som e sua audição, em dispositivos móveis portáteis.  
Mcluhan antevia que o século vinte iria testemunhar uma rápida transformação no paradigma reacional em sociedade, esta mudança teve como principal motivador o acelerado e por vezes impetuoso avanço tecnológico.
A introdução dos termos, “aldeia global” “ e “extensões do homem”, encontram total enquadramento para o desenvolvimento do conceito inicialmente introduzido neste texto de “homem como auditório volante”.
Relativamente ao primeiro, “aldeia global”, Mcluhan atribui ao circuito elétrico a particular importância de promover a desarticulação, até ali existente entre espaço e tempo. A noção de vizinhança iria sofrer um desligamento da sua pequena escala regional, passando a fazer parte de uma rede gigantesca, alicerçada nos novos sistemas de comunicação. A informação agora transformada em dados, estaria disponível em qualquer parte do mundo em tempo real, alterando os hábitos, as relações sociais e modo de ver e sentir.
Agora a estrela era tão grande e a terra tão pequena.
Relativamente à noção de “extensão”, recordemos a ideia de Mcluhan no sentido de estabelecer uma relação de alargamento em relação às faculdades e potencialidades humanas.
Para Mcluhan o meio de comunicação era considerado como uma prótese técnica potenciadora dos sentidos, sendo que os aparatos tecnológicos são elementos que interagem ativamente com o ser humano, conferindo-lhe novas capacidades sensoriais.
A teoria de Mcluhan está por demais comprovada na nossa contemporaneidade, o ser humano tende a evoluir para uma categoria que para alguns autores se enquadra num estado pós humano, no sentido em que a constituição dos agregamentos ao nosso corpo, chega a atingir os sessenta por cento de componentes elétricos ou bioelétricos, como podemos comprovar pela composição da cidade, do lar, do automóvel, do computador portátil e do nosso próprio leito.
É importante também, introduzir nesta contextualização, a noção de gadget tecnológico, por via da analogia estabelecida pelo autor entre a extensão de nós mesmos e a sua adoção adorada ao mecanismo.
No livro Compreender os Meios de Comunicação – Extensões do homem, capítulo IV, O Amante de Mecanismos – Narciso como Narcose[3] o autor estabelece uma relação dos “objetos-extensões-de-nós-mesmos” com o sentimento de posse, num registo de adoração e subordinação.
Essa relação que nos dias de hoje podemos associar a valores estéticos e a valores relacionados com uma moda universal instituída pela “vontade global”, confere ao objeto tecnológico um atributo que ultrapassa a sua característica funcional.

Contemplar, utilizar ou perceber uma extensão de nós mesmos sob forma tecnológica implica necessariamente em adotá-la. Ouvir rádio ou ler uma página impressa é aceitar essas extensões de nós mesmos e sofrer o “fechamento” ou o deslocamento da perceção, que automaticamente se segue. É a contínua adoção da nossa própria tecnologia no uso diário que nos coloca no papel de Narciso da consciência e do adormecimento subliminar em relação as imagens de nós mesmos. Incorporando continuamente tecnologias, relacionamo-nos a elas como servomecanismos. Eis por que, para utilizar esses objetos-extensões-de-nós-mesmos. Devemos servi-los, como a ídolos ou religiões menores. Um índio é um servo mecanismo de sua canoa, como o vaqueiro de seu cavalo e um executivo de seu relógio, p: 59

A evolução tecnológica promoveu à natureza humana, uma rápida absorção de valores intrínsecos à linguagem dos sistemas de informação.
Os chamados novos media[4], absorvem a ideia de “diminuição”, tanto na sua forma como no seu conteúdo, os avanços tecnológicos proporcionaram uma rapidez nos processos e “miniturialização dos equipamentos, a enfatização da digitalização como representação numérica potencia a massificação dos aparatos reprodutores agora estendidos como objeto de culto à escala mundial. 
Recorrendo às definições de “New Media” empregues por Lev Manovich no seu livro The Language of New Media (2001) sendo estas, a representação numérica, a modularidade, a automação, a variabilidade e a transcodificação, podemos estabelecer um paralelismo com o conceito proposto “O ser humano como auditório errante”, no sentido de enquadrar o aparato tecnológico aqui questionado, o reprodutor de sonoro portátil “MP3”, como um dispositivo enquadrado na categoria acima descrita, pela sua característica de portabilidade e de reprodução sonora conferindo ao aparato tecnológico, a característica de novo media.
O termo “MP3”[5], na sua génese denomina uma tipologia de compressão áudio, no entanto nos nossos dias, o seu significado aponta para uma designação globalizada referente a um aparelho tecnológico.
O conceito de Mcluhan “ o meio é a mensagem” encontra aqui uma relação mesmo que inversa, no sentido em que não é o meio que “enforma” o conteúdo mas o seu oposto.
Nos finais dos anos setenta do século vinte, começa a ser comercializado o aparato que se transformaria num dos media mais contributivos para o conceito de Mcluhan acerca dos aparatos extensores do sensorium humano, neste particular, numa extensão da audição humana.
O Walkman foi colocado à venda no Japão em 1 de julho de 1979, desde aí milhões de seres humanos transportam consigo a reprodução do som, transformando a audição de obras musicais num evento com características pessoais, individualizado e com a extraordinária particularidade deste permitir uma total mobilidade.
A evolução tecnológica conferiu-lhe outra singularidade relevante, a da reprodutibilidade. A digitalização e consequente facilidade de partilha, veio contribuir para uma espontânea “clonagem” dos conteúdos, adicionando ao meio, uma característica massificadora.
A massificação do conteúdo musical é por outro lado, uma característica consequente da aldeia global, conceito também formulado por Mcluhan.
Estar permanentemente conectado a redes de extensas bases de dados musicais permite per si catalisar a troca planetária de informação, neste caso a informação digital em que o som e a música por esta via se transformaram.
Por outro lado, esta especificidade global é potenciada pela sua característica de “gadget universal”.
A massificação do ipod[6] que Mcluhan em O Amante de Mecanismos atribui a característica de “ídolo” é desejada por milhões de seres humanos, promovendo uma robotização global alicerçada no multi-serviço, no hábito e no gosto generalizado.
De igual modo, importa referir que esta noção idolatrada do objeto, foi acompanhada por um mecanismo mercantilista que atua em paralelo ao fenómeno musical e social no sentido de o servir com mercadoria paralela, são exemplos disso os apetrechos de moda de Karl Lagerfeld adaptados ao iPod, o capacete iPod, a mala Louis Vuitton adaptada em função do media, e a inúmera panóplia de periféricos que lhe prestam vassalagem[7].

Descrição: http://www.shoppingblog.com/pics/karl_lagerfeld_ipod_helmet.jpg
Descrição: http://www.highsnobiety.com/news/wp-content/uploads/2008/11/louis-vuitton-ipod-case-for-karl-lagerfeld.jpg
iPod-helmet de Karl Lagerfeld para Atelier Ruby.
Louis Vuitton iPod case

O lançamento do iPod pela Apple foi um dos primeiros exemplos, do que nos nossos dias designamos de “design convergente”, a concentração de varias atividades e categorias comunicacionais, tais como as relativas ao design de produto, publicidade e marketing, como afirma Grant Pooke e Diana Newall no seu livro[8]  

Art History The basics. Increasingly, designers are asked to contribute to the overall strategy for promotion of a product. This element of ‘convergence’ is typically represented by the work of the designer Jonathan Ives for Apple computers. Convergent design brings together practitioners and processes that traditionally were thought of as separate categories and activities, including product design, advertising and marketing (…)
The launch of Apple’s iPod is the single most successful example of convergent design – the integration of object, copy and advertising image. In the 21st century this and the merging of advertising and design is the model for practice in the majority of the creative industries. The word ‘convergent’ is also widely used to describe changes in the communications industry in which separate services – fax, email, telephone, video, etc. – are now supplied in a single machine, p: 52

O conceito de “ser humano como auditório errante”, que dá título a este ensaio está assim presente no nosso dia-a-dia, consubstanciando uma total e instantânea transformação cultural de valores e de atitudes, acompanhando a mudança de habitat inerente a cada tecnologia.
A audição musical não se confinou aos seus comuns e por vezes ancestrais lugares, o auditório globaliza-se e alcança mobilidade, readquire uma outra identidade coexistindo com um qualquer lugar.
A cultura do MP3, sendo esta a evolução do aparato móvel em fita comercializado em finais do século passado, faz por isso já parte da caracterização humana e da paisagem urbana.
Este facto permite-nos iniciar uma reflexão com base na ideia de modelos discursivos da paisagem urbana.
Nas primeiras linhas deste ensaio foram identificados dois modelos distintos: um referente à antiga cultura da oralidade, um modelo de espaço acústico circundante, assente num sistema de 360 graus, um modelo giroscópico mais refletivo reverberante e simultâneo, coerente com a cultura do mito onde o tempo se expunha de forma circular e o atual modelo discursivo, baseado numa lógica sequencial de linhas, planos e perspetiva, o modelo que assiste a lógica urbana da modernidade.
Numa análise precipitada poderíamos ser tentados a concluir que o ser humano por mim definido como “auditório errante”, tende com o tempo a enquadrar-se num “pós-modelo de espaço acústico”[9], no sentido em que a “alienação” e “distração” provocada pelo distanciamento sensorial que o aparato de audição (iPod-Mp3) provoca, nos impele a revisitar um passado carente de georreferenciação.
No entanto é também correto admitir que os estímulos visuais emanados pela informação e apelo dos “écrans da contemporaneidade”, se encontram saturados pela sua larga exposição mediática.
Não será este facto suficiente para questionarmos a sua eficácia? Não estará o atual modelo discursivo da lógica moderna “desfocado” por via de uma incompreensão do plano e da linha, tendendo o ser humano a ausentar-se dessa noção de perspetiva, por falta de pontos de referência?
Esta noção de condição contemporânea é admitida por Zlatan Krajina no seu texto Exploring Urban Screens.
Krajina admite uma re-invenção do espaço urbano por via dos vários atores mediáticos que a compõem.

There is a tautological tendency in the widespread claims that urban space is ‘me-diated’. Never before has the citizen, it is argued, been confronted with such an unprecedented array of signage. I depart from the rhetoric of ‘biggest-ever-saturation’ as not necessarily untrue, but as insufficient in exploring the diverse spatial operations of urban screens. I examine some contemporary cases of ani-mated architectural surfaces, informational panels, and advertising billboards, with reference to much longer standing cultural practices of spatial management in modern cities, such as illumination, to suggest that the contemporary display media do not mediate the city anew but re-invent urban space as a field of ubiqui-tous mediation… At the same time, the agreement about the fact that media messages are now everywhere is also where discussions related (even remotely) to urban screens terminate. It is time to turn the mere recognition of urban screens into a point of departure, rather than arrival, and to move forward by addressing possible pathways towards exploring particular communicational modes of urban screens[10].

Luís Cláudio Ribeiro reforça esta ideia em O Som Moderno, Novas Formas de Criação e escuta, com o seguinte texto[11].

O território sonoro que constituímos e vamos estabelecendo ao longo da vida e do dia, torna-se pela imersão uma coisa nossa, íntima: coisa natural. O desvio do nosso percurso para novos territórios faz de nós seres em constituição, p:12

O que o digital obrigou a repensar foram meios e as suas configurações. Se atendermos apenas à comparação entre o telemóvel e o telefone fixo, deparamos com a reconfiguração do espaço privado e, por contaminação do público. (…) O espaço acústico público é agora invadido pelo privado. Esta privatização do espaço que torna público o que era do domínio do privado (e por vezes intimo) faz do espaço de comunicação um lugar híbrido, ora em retrocesso, ora em expansão. O que está em causa é uma nova definição do meio, pp:24-25


É minha convicção que estamos perante um modelo discursivo de paisagem urbana, transitório, onde se convergem variados estímulos.
Por um lado a sugestão desenfreada das mensagens oriundas da paisagem visual mediática, por outro, uma enorme tendência ao recurso de uma “paisagem acústica” por via da multiplicação de dispositivos de audição móvel.
Esta convergência aparentemente incompatível propõe-me admitir um atual modelo paisagístico transitório e liquefeito, um modelo emergente que adquire contornos ainda indefinidos e em permanente evolução.


Conclusões
Os dispositivos de audição portátil (Ipod-Mp3) enquadram-se no modelo de “objetos-extensões-de-nós-mesmos” proposto por Marshall Mcluhan, adicionando ao ser humano uma prótese técnica. Com base nessa afirmação, neste texto atribuo ao ser humano uma nova condição, a de “ser humano como auditório errante”,
Estes aparatos tecnológicos como demonstrado são elementos que interagem ativamente com o ser humano conferindo-lhe novas capacidades sensoriais. Este facto promove uma alteração dos hábitos nas relações sociais e no modo de ver e sentir, neste contexto hábitos referentes a uma possível alienação ou distração relativamente ao código da visualidade urbana instituída, facto em minha opinião potenciador de uma desarticulação sensorial.
Esta desarticulação sensorial é promovida pela conjugação de dois fatores distintos. Por um lado a distração provocada pela paisagem urbana saturada de mensagens oriundas de dispositivos mediáticos onde é preponderante a dinâmica visual dos écrans urbanos, por outro o recolhimento imersivo fomentado pelo dispositivo de audição móvel.
Proponho concluir que estamos perante um modelo discursivo de paisagem urbana transitório de consequências ainda desconhecidas, onde desaguam múltiplos estímulos.
Por um lado a massificação da mensagem visual e por outro uma tendência ao recurso de uma “individualização coletiva” que recorda elementos constituintes de uma “paisagem acústica” por via da multiplicação de dispositivos de audição móvel.
Esta convergência aparentemente incompatível propõe-me admitir um modelo paisagístico transitório e desterritorializado que carece de uma definição de contornos encontrando-se ainda em embrionária evolução.



CARPENTER, Edmund (1973), Eskimo Realities, New York, Holt, Rinehart and Winston.

KRAJINA, Zlatan, Culture Unbound: Journal of Current Cultural Research.Thematic Section: City of Signs/Signs of the City (2009). Extraído do Volume 1, Suécia. Linköping University Electronic Press

MCLUHAN, Marshall (1960), “Five Sovereign Fingers Taxed the Breath,” Carpenter, Edmund and McLuhan, Marshall (eds.) (1960), Explorations in Communication: An Anthology, Boston, Beacon Press.

MCLUHAN, Marshall (1964), Compreender os Meios de Comunicação, Extensões do homem. Lisboa, Relógio D´Água.

POOKE, Grant, NEWALL, Diana (2008 ), Art History The basics. New York, Routlege.

RIBEIRO, Luis (2011), O Som Moderno - Novas formas de criação e escuta. Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.
        


[1] CARPENTER, Edmund (1973), Eskimo Realities, New York, Holt, Rinehart and Winston pp. 35-37.
[2] MCLUHAN, Marshall (1960), “Five Sovereign Fingers Taxed the Breath,” Carpenter, Edmund and McLuhan, Marshall (eds.) (1960), Explorations in Communication : An Anthology, Boston, Beacon Press, p. 207.
[3] MCLUHAN, Marshall (1964), Compreender os Meios de Comunicação, Extensões do homem. Lisboa, Relógio D´Água, pp. 59-60
[4] Pessoalmente encontro na designação, media pós-digital um significado mais adequado.
[5] MP3, MP3 é uma abreviação de MPEG 1 Layer-3. Trata-se de um padrão de arquivos digitais de áudio estabelecido em 1988 pelo Moving Picture Experts Group (MPEG). MP3 responde apenas pela terceira camada de compressão de áudio do MPEG-1.
[6] “Ipod” não obstante ser uma marca específica e com características próprias, neste contexto representa o aparato tecnológico de reprodução sonora portátil, também vulgarmente chamado de “Mp3”.

[7] Imagens retiradas de http://www.highsnobiety.com/tag/ipod/, acedido em 01-07-2012
[8] POOKE, Grant, NEWALL, Diana (2008 ), Art History The basics. New York, Routlege.

[9] “pós-modelo de espaço acústico”, um conceito pessoal.
[10] KRAJINA, Zlatan: ”Exploring Urban Screens”, Culture Unbound, Volume 1, 2009: 401–430. Hosted by Linköping University Electronic Press: http://www.cultureunbound.ep.liu.se
[11] RIBEIRO, Luis (2011), O Som Moderno - Novas formas de criação e escuta. Lisboa, Edições Universitárias Lusófonas.

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